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  • Chamada para o dossiê "Ensinar e aprender Antropologia na Educação Básica: práticas, metodologias e experiências"

    17-10-2026

    Ensinar e aprender Antropologia na Educação Básica: práticas, metodologias e experiências

    Organizadores: Breno Rodrigo de Oliveira Alencar (IFPA); Marzia Balzani (NYUAD); Marcelo da Silva Araújo (IFPB)

    Prazo para envio de trabalhos: 30 de janeiro de 2027

     

    Apresentação 

    O ensino de Ciências Sociais na Educação Básica brasileira consolidou um campo de pesquisas sobre institucionalização curricular, formação docente, materiais didáticos e práticas pedagógicas. Nesse processo, contudo, a presença das três áreas que compõem as Ciências Sociais não se distribuiu de maneira equivalente. A Sociologia assumiu maior visibilidade como disciplina escolar, enquanto conhecimentos da Antropologia e da Ciência Política passaram a circular frequentemente de modo transversal, por meio de temas, conceitos, etnografias e metodologias incorporados às aulas, aos livros didáticos, aos projetos de pesquisa e às experiências formativas.

    Este dossiê parte de um problema mais específico do que a relação geral entre Antropologia e Educação. Seu objeto é o ensino e a aprendizagem da Antropologia na Educação Básica, com ênfase no Ensino Médio e na Educação Profissional e Tecnológica, sem excluir outras etapas e modalidades. Interessa compreender como conhecimentos, conceitos, métodos e sensibilidades antropológicas são selecionados, traduzidos, ensinados, aprendidos e experimentados em contextos escolares e pré-universitários.

    A questão que orienta o conjunto pode ser formulada nos seguintes termos: como a Antropologia se transforma quando precisa ser ensinada e aprendida fora da universidade? A pergunta desloca a atenção da simples presença de temas antropológicos no currículo para as mediações que tornam essa circulação possível. Isso inclui escolhas sobre o que ensinar, formas de transposição didática, usos da etnografia e da comparação, recursos audiovisuais e digitais, atividades de iniciação científica, experiências extensionistas, produção de materiais, práticas interculturais e modos pelos quais os estudantes se apropriam, recusam ou reelaboram categorias antropológicas.

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